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:::::::::: TRÊS TEXTOS DE AUTORIA DE PAULO
ROGÉRIO LUZ ::::::::::
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A IMPLANTAÇÃO DAS ARMAS NÃO-LETAIS
NO BRASIL
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Autor: Paulo Rogério R. Luz
Consultor em Segurança
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Não-letais são as armas
especificamente projetadas e utilizadas para incapacitar
pessoal ou material, minimizando fatalidades, ferimentos
permanentes às pessoas, danos indesejados às
propriedades e ao meio ambiente. Armas não-letais não
têm probabilidade-zero de risco, ou seja, fatalidades ou
ferimentos permanentes, mas, sim, reduzem esta
probabilidade se comparadas com as armas tradicionais
que têm por objetivo a destruição física dos seus alvos.
Não-letal surgiu como um conceito, na última década do
século XX, nos Estados Unidos e Europa, sendo este
conceito ratificado pela ONU que, por sua vez,
recomendou a adoção de armas não-letais pelos órgãos de
segurança pública dos países membros.
Mais de um século antes, a primeira arma especificamente
adaptada como não-letal foi a munição de sal grosso.
Hoje, a mais moderna e recente tecnologia em armamento
não-letal é a munição eletrônica (TASER XREP). Como é
fácil perceber, séculos se passaram entre o cartucho de
sal grosso e a munição eletrônica.
Neste intervalo, surgiram diversas ferramentas
não-letais, como: canhão de água, gás lacrimogêneo,
spray de pimenta, granada de efeito moral, arma de
lançar rede, arma de ultra-som, arma de micro-ondas,
etc. Todas as tecnologias não-letais são interessantes e
úteis em cenários específicos, entretanto, poucas são
realmente práticas quando se trata de suprir a grave
lacuna, inerente ao uso progressivo da força, no
cinturão dos policiais.
Para entender esta lacuna, vamos abrir um parêntese e
lembrar que o “guarda da esquina” tem o poder de vida
ou morte sobre todos nós! Não adianta tentar questionar
esta afirmação com argumentos do tipo: “o policial é uma
pessoa responsável”, “o policial não é doido de sair
atirando na gente” ou “se o policial atirar em um
inocente vai ser punido”... O fato é que o policial é um
ser humano, tem uma arma letal na cintura e, se quiser,
atira para matar!
Uma pessoa que recebe ordens para construir uma casa e
dispõe apenas de um martelo, irá encarar tudo como se
fosse um prego. Este exemplo ilustra a causa das
milhares de mortes, estúpidas e desnecessárias, que
acontecem nas ruas das cidades brasileiras, ou seja, se
o policial só possui uma arma de fogo na cintura, toda
ação será letal.
Segurança pública pressupõe a existência de uma
estrutura alicerçada em quatro pilares básicos:
excelente salário, excelente equipamento, excelente
treinamento e excelente corregedoria. Basta apenas um
destes pilares ruir para a estrutura toda desabar e,
diga-se de passagem, desabar sobre as nossas cabeças...
Isto posto, é óbvio que o Estado deve dar ao policial os
melhores salários. É evidente que o policial deve ter o
melhor treinamento. É vital que a Corregedoria seja
forte, justa e atuante. Assim como é questão de vida ou
morte colocar uma arma não-letal na cintura do policial.
A única arma não-letal capaz de instantaneamente
paralisar um criminoso e que pode ser portada no
cinturão do “guarda da esquina” é a arma TASER.
Por este motivo, em 2008, o Ministério da Justiça
determinou a aquisição e a distribuição de 4.000 armas
TASER para os órgãos de segurança pública do Brasil.
Assim, pela primeira vez na história desta nação, o
Ministério da Justiça, no firme objetivo de evitar
mortes estúpidas e desnecessárias, iniciou um processo
revolucionário, cuja meta é colocar uma eficaz arma
não-letal na cintura dos nossos policiais.
Esta ação do Ministério da Justiça não visa retirar as
armas de fogo dos policiais, afinal, o armamento letal
ainda é insubstituível em determinados confrontos, como
os que ocorrem quando a polícia entra na favela e
enfrenta traficantes
armados com fuzis.
Mas, o fato é que um significativo percentual das ações
policiais, no dia-a-dia das ruas, requer uma arma
não-letal e não uma arma de fogo. Assim, na cintura dos
policiais, além do armamento letal, é indispensável a
arma TASER. Por isso é que todos os policiais dos
principais 600 departamentos de polícia dos Estados
Unidos portam duas armas na cintura – a arma de fogo e a
arma TASER!
Esta decisão, do Ministério da Justiça, de implantar a
tecnologia não-letal nas polícias, visa evitar o que
ocorreu no Massacre de Carajás, no Presídio do
Carandiru, no episódio do Ônibus 174, nas chacinas
envolvendo ações de retomada de terras, bem como em
milhares de outros episódios nos quais policiais matam
pessoas desarmadas por imaginarem que estavam armadas, ou por
temerem uma agressão, por não pararem em uma blitz, por
jogarem uma pedra, por fugirem à voz de prisão...
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DIÁLOGO ENTRE UM GAROTO DE OITO
ANOS E O SEU AVÔ
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Autor: Paulo Rogério
R. Luz
Consultor em Segurança
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- Vovô, o meu amiguinho lá da escola
disse que antigamente as balas furavam o corpo das
pessoas e saiam do outro lado... é verdade?
- Sim, é verdade, meu netinho!
- Vovô, saía muito sangue?
- Saía, meu netinho!
- Mas, vovô, então as pessoas morriam?
- Morriam, meu netinho!
- Puxa vovô, como o mundo era atrasado...
Este diálogo, com plena certeza, irá ocorrer em um
futuro ainda distante.
E neste futuro, as mortes causadas por armas de fogo
serão uma triste lembrança do passado.
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SÍNDROME DA MORTE SÚBITA
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Autor: Paulo Rogério
R. Luz
Consultor em Segurança
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No Brasil ocorrem 280 mil mortes
súbitas por ano e, nos Estados Unidos, 300 mil. Assim, a
cada ano, a Morte Súbita é a causa do falecimento de
0,1% da população americana e mais de 0,1% da população
Brasileira. Estes dados são reais e estão disponíveis,
inclusive, no site da Secretaria de Saúde do Distrito
Federal.
Mortes súbitas podem ocorrer em pessoas sadias, sem
causa aparente, ou seja, um indivíduo que está
aparentemente bem, desfalece e, em seguida, morre. Essa
situação é conhecida como a Síndrome da Morte Súbita.
Ainda há muito a aprender sobre as causas da Síndrome da
Morte Súbita, entretanto, já está totalmente comprovado
que determinados fatores contribuem para a sua
ocorrência. Dentre estes, podemos citar a conjunção de
três fatores:
- Fortíssima Emoção;
- Altíssimo Nível de Estresse;
- Grande Esforço Físico.
Quando estes três fatores se associam, sobretudo em
pessoas com até 50 anos de idade, há significativa
possibilidade de ocorrer a Síndrome da Morte Súbita. Se,
a estes três fatores, for aliado o uso de drogas
(especialmente: cocaína, meta-anfetamina ou outra
substância que cause excitação), a possibilidade da
Síndrome da Morte Súbita vir a ocorrer é bastante alta!
Não há melhor exemplo para uma situação propícia à morte
súbita do que um procedimento de prisão, afinal, o
meliante, já sob fortíssima emoção pelo fato de estar
cometendo um crime, tem o nível de tensão e estresse
elevado ao máximo ao ser abordado por policiais e, ao
invés de se render, ainda comete mais um erro, ou seja,
tenta desesperadamente fugir ou, pior, entra em luta
corporal com os policiais.
É, portanto, comum ocorrer em procedimentos de prisão a
conjunção dos três fatores que contribuem
significativamente para a Síndrome da Morte Súbita:
- Fortíssima Emoção (por estar cometendo um crime);
- Altíssimo Nível de Estresse (pela chegada da
polícia);
- Grande Esforço Físico (em função da fuga ou luta
corporal com os policiais).
Se adicionarmos a probabilidade do meliante estar
drogado, não resta mais qualquer margem de dúvida sobre
a alta possibilidade de ocorrência da “Síndrome da Morte
Súbita” em procedimentos de prisão. Claro, e ainda bem,
que esta “alta possibilidade” é expressa em números com
uma vírgula depois do zero...
Mas, será que realmente ocorre a “Síndrome da Morte
Súbita” em procedimentos de prisão no Brasil?
Vejam a resposta na forma de exemplos de mortes súbitas
extraídos das páginas de jornais no Brasil:
LADRÃO TENTA ROUBAR CARRO E MORRE DE SUSTO
Um jovem delinqüente que tentava roubar um carro morreu
do susto causado pela chegada da polícia. Testemunhas e
policiais disseram que o jovem teria ameaçado o vigia do
estacionamento, com uma pistola, para roubar o veículo.
LADRÃO MORRE DE ATAQUE CARDÍACO DURANTE FUGA EM SP
Três ladrões roubaram 3,7 mil de um aposentado na porta
de um banco. Com a chegada da polícia, os três fugiram
correndo, mas um deles de repente caiu e morreu.
Testemunhas disseram que os comparsas começaram a gritar
para que ele se levantasse, mas ele não conseguiu. Os
comparsas, então, pegaram o dinheiro que estava com ele
e fugiram. A Polícia Militar ainda tentou levar o ladrão
para um hospital da região, mas era tarde demais.
DESEMPREGADO MORRE APÓS SER PRESO PELA POLÍCIA MILITAR
O desempregado José Edmar Pereira, 26 anos, morreu após
ser preso por policiais militares. Segundo informações,
José Edmar Pereira era uma pessoa pacata e teria tido um
atrito com uma pessoa nas proximidades de sua casa, fato
que levou os populares a chamar a polícia. Minutos
depois de ser sido dominado pelos militares, o mesmo
desmaiou e morreu.
ASSALTANTE MORRE APÓS CORRER POR MAIS DE 1 KM
A Brigada Militar prendeu em flagrante um homem acusado
de ter praticado um assalto, mas, o preso morreu quando
estava na custódia dos policiais militares. Um PM
avistou o assaltante correndo e começou a persegui-lo,
mas de repente o suspeito caiu. O policial militar, com
a ajuda de um popular, conseguiu dominá-lo e algemá-lo,
mas, logo em seguida o assaltante morreu. Os médicos do
Instituto Médico Legal relataram que não havia sinal de
violência física no cadáver, apenas algumas escoriações
leves em decorrência da queda.
JOVEM DROGADO MORRE DEPOIS DE SER DETIDO
Um jovem, dependente de drogas, morreu de morte súbita
depois de ser preso por policiais militares. Drogado,
ele pulou o telhado de várias casas. Foi detido, passou
mal e morreu. Corpo foi encaminhado ao IML.
LADRÃO ARROMBA CARRO E MORRE
No Rio de Janeiro, um ladrão teve morte súbita no
interior de um carro, que tinha acabado de arrombar para
roubar um aparelho de CD.
SUSPEITO INVADE CASA, FAZ REFÉM E MORRE SOB CUSTÓDIA
Uma senhora foi acordada por um barulho no seu quintal,
ao abrir a porta foi surpreendida por um rapaz que
invadiu a sua casa portando um pedaço de pau, saiu
quebrando tudo o que via pela frente e fez seu filho de
refém (um menor de apenas oito anos de idade)
ameaçando-o de morte. A mulher desesperada começou a
gritar por socorro. Os policiais que atenderam ao
chamado tiveram muitas dificuldades para deter o
agressor e algemá-lo porque ele estava transtornado. De
repente o suspeito começou a ficar bastante agitado,
passou mal e os policiais solicitaram uma ambulância
para conduzir o preso até o hospital, mas não deu tempo,
pois ele morreu.
SUSPEITO DE ROUBO DE CARGA MORRE AO SER PRESO
Uma ação da Polícia Civil de Pelotas desarticulou
quadrilha que agia em estradas no sul do Estado. O
suspeito, 39 anos, apontado como motorista do bando,
teria reagido ao receber voz de prisão e, depois de ser
contido e algemado, morreu. Ele começou a salivar e a se
contorcer. As algemas foram retiradas, e o Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência, chamado, mas ele não
resistiu.
Em nenhum dos casos de mortes em procedimentos de prisão
no Brasil, o TASER foi citado como causa da morte...
Sabem por quê?
Pelo simples fato de que as polícias não usaram o TASER!
Se, em qualquer um destes casos de morte ocorridos em
procedimentos de prisão no Brasil, a polícia tivesse
usado o TASER, a Anistia Internacional e outras ONGS
“malandras” teriam denunciado a morte como: TASER MATA!
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