|
A Interface de Dados das armas TASER
é denominada Data-Kit. A função específica do Data-Kit é
estabelecer a comunicação entre a arma TASER e um
computador, permitindo que sejam “baixados” os dados
referentes aos últimos disparos armazenados na
respectiva memória interna da arma. Depois de
“baixados”, os dados são mostrados no formato de
relatório, capaz de ser impresso.
Em função de sua natureza e objetivo, o Data-Kit costuma
ficar em poder do dirigente da Entidade ou, então, do
setor de auditoria da mesma. O Data-Kit possibilita a
obtenção dos dados armazenados na arma, mas não a
alteração destes, logo, quem realiza a
auditoria poderá acessar os dados, mas não poderá
alterá-los.
Auditoria é, sem qualquer sombra de dúvida, um aspecto
vital e importantíssimo. Para abordá-lo, é necessário
lembrar que as pessoas (sejam policiais ou não) fazem
uso abusivo das armas de fogo, ou seja, já utilizam
abusivamente as armas construídas para o objetivo de
matar. Logo, é evidente que a possibilidade de uso
abusivo será infinitamente maior em se tratando das
armas não-letais. Isto posto, no interesse da Entidade
que adquiriu armas TASER e, principalmente, no interesse
da sociedade, é absoluta e literalmente indispensável
que as armas TASER possam ser auditadas.
Para efeito de auditoria, cada arma TASER armazena os
dados (data, hora, minuto e segundo) referentes aos
últimos disparos e cada cartucho TASER contém em seu
interior “confetes” de marcação com o respectivo número
de série do mesmo. O motivo é simples: quando um
cartucho for deflagrado, os “confetes” de marcação serão
lançados e espalhados na cena do disparo, bastando
coletar apenas um “confete” para saber a Entidade
Pública que adquiriu o cartucho, bem como o policial que
o recebeu e, conseqüentemente, o autor do disparo. O
aspecto inerente à Auditoria das armas TASER é de tal
forma relevante que vale, também, ilustrá-lo com o
exemplo de uma situação que, mais cedo ou mais tarde,
infelizmente, poderá ocorrer:
O "Chefe" recebe a informação que, durante a
madrugada, dois policiais discutiram e um deles (o
“João”) supostamente teria disparado o TASER por
contacto direto (forma de utilização sem o cartucho. O
"Chefe" convoca o “João” para comparecer em seu gabinete
e indaga se ocorreu algum disparo. Se o “João” negar,
basta ao “Chefe” conectar à arma do “João” o Data-Kit do
TASER (interface de dados) e “baixar” os dados
referentes ao acionamento do gatilho da respectiva arma.
Estes dados (data, hora, minuto e segundo) dos últimos
disparos, irão comprovar se ocorreu, ou não ocorreu, o
suposto disparo. Vale lembrar que este exemplo seria
igualmente válido no caso de disparo com um cartucho. Da
mesma forma, não é difícil concluir que a Entidade
Pública poderá, até diariamente se assim o entender,
auditar o uso de todas as armas TASER, coletando dados
referentes aos disparos e cotejando-os com os
respectivos relatórios dos seus policiais.
O Data-Kit é, portanto, o equipamento que
viabiliza a auditoria nas armas TASER e, também, permite
que a data e o horário de cada arma seja acertado.
No Brasil, todas as armas TASER devem estar com a data e
o horário acertado pelo Horário Oficial do Brasil (GMT
-03:00), conforme instrução detalhada fornecida durante
os treinamentos TASER que foram ministrados para cada
Entidade que adquiriu armas TASER. Se a sua Entidade ainda não acertou o horário das
armas, recomendamos que este procedimento seja realizado
com urgência. Em caso de dúvidas, entre em contato
conosco.
Nas próximas páginas, você
irá saber mais sobre os modelos de Data-Kits para as
armas TASER. |